Crianças em tratamento de câncer têm dia de bombeiro no Paraná

Crianças em tratamento de câncer têm dia de bombeiro no Paraná
Ação foi para comemorar o Dia das Crianças e o centenário da corporação. Crianças vestiram roupa de bombeiro e passearam por Cascavel.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Três são detidos após assaltar casa de capitão da PM em Montes Claros

Criminosos roubaram carro e eletrônicos da casa do militar. 
Eles foram encontrados perto do posto da Polícia Rodoviária Federal.

Do G1 Grande Minas
Assaltantes foram detidos em estrada perto do posto da PRF (Foto: Divulgação / Polícia Militar)Assaltantes foram detidos em estrada perto do posto da PRF (Foto: Divulgação / Polícia Militar)
Três rapazes foram detidos nesta terça-feira (25) depois de assaltar a casa de um capitão da Polícia Militar, em Montes Claros (MG). Um deles usava uma camisa do Centro de Controle de Zoonoses.
Segundo as primeiras informações da PM, os assaltantes entraram armados no imóvel, no Bairro São Judas, amarraram as pessoas que estavam dentro da casa e fugiram levando um carro e aparelhos eletrônicos.
A PM fez buscas e os três foram detidos depois do posto da Polícia Rodoviária Federal. O automóvel e alguns materiais foram recuperados. A arma usada no crime foi apreendida.

PF faz operação contra a venda de drogas ilícitas em farmácias do país

Grupo era comandado em GO e agia em SP, PR, TO, BA, MG e DF.
Segundo a PF, eles movimentaram R$ 240 milhões em 8 meses.

Paula ResendeDo G1 GO

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas sintéticas que atuava em Goiás, noDistrito Federal e em mais cinco estados. Eles vendiam os entorpecentes em farmácias. Segundo os investigadores, se trata da “maior quadrilha do Brasil” do ramo. Ao todo, são cumpridos 145 mandados judiciais.
Os investigadores calculam que a organização movimentou, em apenas oito meses, R$ 240 milhões. Comandada em Goiás, a quadrilha possui colaboradores em São PauloParaná,TocantinsBahiaMinas Gerais e no Distrito Federal.
Denominada Quinto Elemento, a operação conta com 400 policiais federais. São cumpridos 30 mandados de prisão temporária, 8 de prisão preventiva, 40 de condução coercitiva, 55 de busca e apreensão e 12 sequestro de bens de imóveis, incluindo um prédio residencial de 20 apartamentos.
Segundo a PF, os agentes desmontaram, no decorrer das investigações, oito laboratórios do grupo. Somente em um deles, a quantidade de drogas apreendidas é maior do que a recolhida durante todo o ano de 2015.
De acordo com os policiais federais, a quadrilha era extremamente organizada. Os traficantes são suspeitos de adquirir produtos químicos em empresas regulares para produzir inúmeros tipos de droga, como anfetamina e cocaína.
Os investigadores informaram ainda que o esquema contava com a participação de farmácias e laboratórios. A venda dos entorpecentes era feita por vendedores em veículos de luxo.
Policiais federais deflagram operação contra quadrilha suspeita de tráfico de drogas em Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)PF deflagra operação contra quadrilha suspeita de tráfico de drogas (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

PF flagra casa usada para refino de cocaína em Ituiutaba e prende dois

Homem e mulher foram detidos no local e um suspeito conseguiu fugir.
Cerca de 92 kg de cocaína foram apreendidos, além de dinheiro e celulares.

Vanessa PiresDo G1 Triângulo Mineiro
Drogas Ituiutaba (Foto: Arthur Gurgel/G1)Cocaína foi encontrada em casa usada para refino de droga (Foto: Arthur Gurgel/G1)
Cerca de 92 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos em Ituiutaba durante ação da Polícia Federal nesta terça-feira (26). Um homem e uma mulher foram presos em uma casa possivelmente usada para refino da droga. Um terceiro suspeito fugiu na hora da abordagem. Durante a ação, um policial se feriu com um tiro na perna.
Segundo o delegado chefe da Polícia Federal (PF) de Uberlândia, Carlos Henrique Cotta D'Ângelo, uma denúncia anônima foi feita informando sobre as drogas na casa, situada no Bairro Junqueira. Ao abordar dois suspeitos que entravam no local em um carro, a polícia encontrou 12 quilos de droga.
Na hora do flagrante, um criminoso foi preso e outro conseguiu fugir. “Durante a perseguição, o policial federal disparou a arma acidentalmente na perna e o suspeito conseguiu evadir. A Polícia Militar foi chamada para auxiliar na ação. Depois de vistoriarem o carro e o restante da casa, mais 80 kg de cocaína foram encontrados e uma mulher também foi presa”, informou.
Na casa a polícia também apreendeu R$ 3.400 em dinheiro, R$ 30 mil em cheque, uma motocicleta, um carro e celulares. Tudo foi levado para o prédio da Polícia Federal em Uberlândia.
Drogas Ituiutaba (Foto: Arthur Gurgel/G1)Celulares e dinheiro também foram apreendidos em Ituiutaba (Foto: Arthur Gurgel/G1)

Polícia Civil recupera objetos roubados em Juiz de Fora

Quatro suspeitos foram identificados; crimes foram no final de julho.
Eles usaram arma, além de amarrar e amordaçar os moradores.

Do G1 Zona da Mata
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Materiais apreendidos em Juiz de Fora (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Polícia recupera materiais em Juiz de Fora
(Foto: Polícia Civil/Divulgação)
A Polícia Civil de Juiz de Fora divulgou nesta quarta-feira (26) que recuperou parte dos objetos roubados de imóveis nos bairros Recanto dos Lagos e Florestinha no final de julho. Três homens e um adolescente foram identificados. Nos roubos, eles utilizaram arma de fogo, amarraram e amordaçaram os moradores, fugindo com celulares, televisões, computadores, tablets, entre outros materiais.
Após investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência dos suspeitos no Bairro JK. Um casal de 18 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas e receptação. Com eles, os policiais apreenderam drogas e objetos roubados dos imóveis no final de julho.
Segundo a delegada de repressão a Roubos, Patrícia Ribeiro, o inquérito será encerrado em breve e enviado à Justiça com o pedido de prisão preventiva dos adultos, bem como acautelamento do menor. Segundo ela, os homens também são investigados, de forma isolada, por outros assaltos na cidade.
G1 entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil para obter outros detalhes, mas a sligações não foram atendidas.

Grupo é preso suspeito de agredir e matar mulher em Miradouro, MG

Crime ocorreu no dia 15, quando vítima voltava embriagada de festa.
Quatro homens estavam em Fervedouro; também há suspeita de estupro.

Do G1 Zona da Mata
Grupo é preso em Fervedouro suspeito de matar mulher (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Grupo é preso suspeito de matar mulher em
Miradouro (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Dois jovens de 28 anos, um de 23 e outro de 25 foram presos nesta terça-feira (25), suspeitos de participar da morte de uma mulher de 39 anos no dia 15 de agosto. Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de agredir, violentar sexualmente e matar a vítima, que voltava embriagada de uma festa em Miradouro.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Tayrony Espíndola, o corpo da mulher foi encontrado seminu às margens da BR-116, em Miradouro, com o rosto desfigurado em decorrência de agressões e com sinais de violência sexual. "A brutalidade e a maneira covarde com que agiram realmente impressiona. A vítima foi submetida a intenso sofrimento antes de sua morte e chegou a ter quase todos os dentes arrancados", explicou.
O delegado disse ainda que as investigações concluíram que, horas antes do crime, a mulher estava embriagada em uma festa agropecuária e que preferiu ficar no local sozinha, após dois amigos irem embora. Ela foi vista pela última vez no dia 15 de agosto às 5h30 e o corpo foi encontrado na BR-116 às 7h.
Maconha apreendida em casa de suspeito em Fervedouro (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Maconha foi apreendida na casa de um dos
suspeitos (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Prisões
Após mandados de busca e apreensão, três suspeitos foram presos em casa, em Fervedouro e levados para a cadeia de Miradouro.
Já o quarto suspeito não foi localizado na residência dele, mas no local foram apreendidas 20 buchas de maconha. A sogra do homem foi detida suspeita de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, horas depois da prisão da sogra, o suspeito se apresentou na delegacia de Carangola. Ele ficará preso na cidade.
“A prisão dos suspeitos é temporária, mas já nos permite chegar a algumas conclusões parciais. Todos os suspeitos têm antecedentes criminais por delitos graves e foram vistos e reconhecidos por testemunhas junto da vítima apenas uma hora e meia antes do corpo ser encontrado", afirmou.

Dois servidores federais são presos no Piauí durante operação da PF

Estão sendo cumpridos 23 mandados de prisão em outros oito estados.
Segundo a PF, grupo falsificava e vendia produtos de origem florestal.

Do G1 PI
Superintendência Regional da Polícia Federal no Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)Superintendência Regional da Polícia Federal no Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)
Dois servidores públicos federais foram presos nesta quarta-feira (26) durante uma operação deflagrada pela Polícia Federal no Piauí. Denominada "Operação Forjas", a ação tem o objetivo de reprimir a prática de crimes ambientais e fraudes contra os órgãos de fiscalização ambiental.

Segundo a PF, os dois servidores atuam na área de fiscalização ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semar). Foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, 15 destes no Piauí. Do total de 12 mandados de prisão temporária e 11 mandados de prisão preventiva, foram cumpridas no estado piauiense seis e cinco respectivamente.
Os policiais também fizeram a condução coercitiva de 13 pessoas, nove delas no Piauí. A maior parte dos mandados está sendo cumprida em Teresina, Oeiras, Floriano, Picos e São Raimundo Nonato.

Além do Piauí, outros oito estados são alvo da operação: Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Segundo a PF, a Operação Forjas visa desarticular grupo criminoso que atua principalmente na simulação, falsificação e comercialização de créditos de produtos de origem florestal a partir de licenciamentos ambientais no Piauí, com o intuito de acobertar desmatamentos ilegais geralmente em outros estados.
Delegada da Polícia Federal falou sobre como o grupo agia  (Foto: Catarina Costa/G1)Delegada da Polícia Federal falou sobre como o grupo agia (Foto: Catarina Costa/G1)
Léia Cecilia Muniz, delegada chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais da PF, disse que os dois servidores atuavam fazendo uma espécie de advocacia administrativa, agilizando alguns procedimentos e orientando as pessoas beneficiadas pelo esquema sobre licenciamentos e outros serviços.

“Esses servidores recebiam dinheiro para isso. Eles orientavam os consumidores a burlar a fiscalização. Há três anos o esquema vem sendo investigado, mas ainda vamos colher mais elementos e saber ao certo o tempo de atuação da quadrilha”, explicou a delegada.

O esquema visa, sobretudo, abastecer empresas siderúrgicas com carvão vegetal produzido clandestinamente em áreas mais próximas daquele mercado consumidor, principalmente Minas Gerais, para isso utilizando-se de licenças obtidas no Piauí.
Ainda conforme a PF, mesmo com todo o aperfeiçoamento usado no esquema, a polícia descobriu a fraude analisando imagens de satélite e ainda ao encontrar inconsistência nos processos durante as perícias. “Até placa de moto e carros de passeio constavam como sendo veículos que faziam o transporte dos produtos ambientais, madeira, por exemplo”, falou Léia Cecília.

A investigação aponta danos ambientais calculados em aproximadamente R$ 53 milhões levando-se em consideração o custo estimado para recuperação das áreas degradadas, mas conforme a delegada, algumas dessas áreas não têm mais condições de serem recuperadas. 

Todos os presos foram ouvidos e serão encaminhados para o sistema prisional. Eles responderão pelos seguintes crime: corrupção ativa e passiva; falsidade ideológica; advocacia administrativa; participação em organização criminosa e associação criminosa; simulação de origem de produto florestal  e comercialização e transporte clandestino de produtos florestais.
O nome da Operação faz alusão ao verbo “forjar” em razão da principal prática criminosa de adulterar, manipular e simular créditos florestais.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Homem é preso com veículo clonado na BR-040 em Barbacena

PRF parou o carro durante fiscalização de rotina; documento era falso.
Ele foi levado para a Polícia Federal de Juiz de Fora.

Do G1 Zona da Mata
Carro apreendido pela PRF, em Barbacena (Foto: PRF/Divulgação)Carro apreendido PRF em Barbacena era fruto de roubo no estado do Rio de Janeiro (Foto: PRF/Divulgação)
Um homem de 35 anos foi preso enquanto trafegava com um carro clonado pela BR-040, próximo à Barbacena, no Campo das Vertentes. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele foi parado em uma fiscalização de rotina na sexta-feira (21) quando apresentou o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) com indícios de falsificação.
Os policiais consultaram o documento do veículo e constataram que ele era realmente oriundo de um roubo, registrado na cidade de Niterói (RJ). O carro tinha placas de um outro veículo. À polícia, o condutor disse que pagou R$ 37 mil pelo veículo em dezembro de 2014 e que em janeiro de 2016 pagaria o restante do valor.
O homem foi encaminhado à Polícia Federal (PF) de Juiz de Fora para prestar depoimento ao delegado de plantão. De lá, ele foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), também em Juiz de Fora.

PM em Ituiutaba apresenta balanço de apreensões por tráfico de drogas

Número de cocaína reduziu, enquanto maconha e crack aumentaram.
Tenente destaca eficácia da participação através de denúncias.

Alex RochaDo G1 Triângulo Mineiro
Ação faz parte de ação conjunta entre as polícias Militar e Civil em Ituiutaba (Foto: PM/Divulgação)PM apreendeu 950 kg de maconha em julho
​(Foto: PM/Divulgação)
As apreensões de drogas realizadas até julho em Ituiutaba apresentaram que houve redução na quantia do tráfico de cocaína e aumento para maconha e crack. Dados da Polícia Militar mostram que, nos sete primeiros meses de 2015 foram 90,15 kg e 986 pedras de crack e 1.841,90 kg de maconha. No mesmo período de 2014, foram 15,28 kg e 2.340 pedras de crack e 136,01 kg, 209 buchas e 36 cigarros de maconha. No balanço referente à cocaína, foram 0,74 kg da substância, 309 papelotes e 1,16 kg de pasta base este ano. Os dados para 2014 mostram 5,35 kg, 193 papelotes e 50,21 kg de pasta base de cocaína.
As quantidades de prisões por tráfico de drogas apresentou redução, sendo 491 adultos e 164 adolescentes apreendidos em 2015 contra 810 adultos e 239 adolescentes em 2014.
O tenente Rodrigo Milhomem, assessor de comunicação do 54º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que o balanço positivo se deve, principalmente, às denúncias. “Algumas apreensões são fruto do tirocínio policial, que identifica, pela experiência diária, pessoas e situações de flagrante de tráfico de drogas. Outras prisões e apreensões são fruto de denúncias, realizadas através do DDU e 190, sendo verificadas pelas equipes do serviço operacional”, disse.
Continuidade
A última apreensão de destaque na cidade ocorreu em 26 de julho, quando foram localizados 950 kg de maconha em fazenda na zona rural. Uma semana antes, foram apreendidos 860 kg de maconha escondida em caminhonete que estava em oficina mecânica. Diante dos resultados expressivos, o militar afirmou que o trabalho seguirá no mesmo ritmo para que sejam resolvidos outros crimes.
“A Polícia Militar, sempre em parceria com a comunidade, não cessará as ações e operações para combater o tráfico de drogas, crime que está ligado à ocorrência de vário outros, tais como roubos, furtos, agressões e até homicídios”, concluiu.

Dois líderes de seita em MG prestam depoimento na Polícia Federal

Prisão temporária de seis presos na operação termina nesta sexta-feira (21).
Delegado da PF em Varginha não descartou possibilidade de novas prisões.

Do G1 Sul de Minas

Dois dos seis líderes da seita "Jesus, a verdade que marca" foram levados para prestar depoimento novamente na Polícia Federal em Varginha (MG), nesta sexta-feira (21). A prisão temporária dos seis presos durante a operação termina à meia-noite desta sexta-feira e a polícia ainda não informou se vai pedir a prorrogação das prisões. O delegado João Carlos Girotto não descarta que mais pessoas sejam presas.
Na segunda-feira (17), uma operação da Polícia Federal realizada em Minas Gerais, Bahia e São Paulo prendeu seis líderes da seita. As investigações apontaram que os dirigentes da organização estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas do Sul de Minas. Os fiéis ainda entregavam todos os seus bens à instituição sob a promessa de viverem em uma comunidade onde tudo é dividido por todos.
O pastor Cícero Vicente de Araújo e Adalberto de Freitas chegaram à sede da polícia pouco antes das 10h. Os dois foram detidos em Pouso Alegre (MG) na segunda-feira durante a operação "De Volta para Canaã". Segundo Girotto, o pastor exerce a liderança da organização criminosa investigada e Freitas também teria um papel peculiar no contexto criminoso.
Por este motivo, eles foram levados para prestar depoimento novamente, mas de acordo com o delegado, os dois permaneceram calados durante todo o tempo. Eles foram conduzidos de volta para a Penitenciária de Três Corações (MG) cerca de uma hora depois.
Polícia Federal disse que analisa os documentos apreendidos e cruza as informações para concluir o inquérito em até 45 dias, contados a partir de segunda-feira. Nesse período, o delegado não descartou a possibilidade de novas prisões.
"Como a seita é uma organização criminosa bastante fechada, dotada de um significativo secretismo, à medida que avançam as investigações, a polícia identifica novas situações, ou seja, pode ocorrer esse novo evento", completa Girotto.
A Polícia Federal ainda não informou se vai pedir que a prorrogação da prisão temporária dos líderes da seita. Dos seis envolvidos, cinco estão na Penitenciária de Três Corações e um em São Paulo (SP).
Seita religiosa
De acordo com a Polícia Federal, os fiéis frequentavam uma igreja com sede na capital de São Paulo e, em seguida, eram convencidos a ir para o interior, com uma mudança completa de vida. Ao entrar para a seita "Jesus, a verdade que marca", eles seriam convencidos a doar todos os seus bens.
"[Eles são levados para o interior] sob a promessa de que viveriam em comunidades onde vigeria o princípio da igualdade absoluta. Todos os bens seriam de todos. Na sequência [as pessoas] são transferidas para fazendas, onde trabalham sem remuneração. Lá eles também têm a liberdade cerceada e, ao irem para as cidades, são escoltadas por membros da seita", afirmou o delegado de Varginha, João Carlos Girotto.
Delegados da Polícia Federal durante coletiva de imprensa em Varginha, MG (Foto: Samantha Silva / G1)Delegados da Polícia Federal durante coletiva de
imprensa em Varginha (Foto: Samantha Silva / G1)
Segundo a denúncia, os fiéis assinavam um termo de doação de todos os seus bens. Nas fazendas da organização, trabalhavam executando atividades agrícolas, e ainda em postos de combustíveis e restaurantes. Os funcionários assinavam recibos de pagamento pelos serviços, mas não recebiam os salários, que ficavam com a seita.
 "[Os líderes conseguiam] um lucro exorbitante com o trabalho deles e doações", disse o delegado da PF. A estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte do dinheiro teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.
No patrimônio da seita estão casas de alto padrão, carros importados e restaurantes finos. A Polícia Federal afirma que a ostentação fazia parte da rotina dos líderes da seita.
"Há uma discrepância absoluta. Os fiéis em fazendas com situações precárias, e os líderes do religioso ostentando riqueza e adquirindo bens de considerável valor", diz João Carlos Girotto, delegado da Polícia Federal.
Ainda segundo a Polícia Federal, a organização teve início em 2007 nas cidades de Ribeirão Preto(SP) e São José do Rio Preto (SP), e começou a ser transferida em 2012 para o interior de Minas Gerais. Após a operação da Polícia Federal nas fazendas da região, em 2013, a seita começou a se transferir para a Bahia.
As propriedades doadas à instituição eram automaticamente vendidas e os valores transferidos para os líderes da seita. A organização ainda usava "laranjas", que agiam como sócios das empresas, para quem os valores eram transferidos. Os contratos sociais dessas empresas eram alterados constantemente, o que dificultava o trabalho da polícia.
Perfil das vítimas
Segundo o delegado da Polícia Federal que preside a investigações, Thiago Severo de Rezende, as vítimas estavam em um estado de fragilidade emocional muito grande, geralmente com problemas familiares. Entre os membros, há desde pessoas simples, sem bem nenhum, como também alguns que possuíam propriedades e dinheiro que eram passados à instituição.
Nas fazendas da seita onde viviam, os fiéis se dividem em moradias comunitárias, e também compartilham moradias nas cidades. A partir do momento em que entram na seita, as pessoas vivem em isolamento total, sem contato com as famílias, e acreditam que fazem tudo pela comunidade.
Trabalhadores eram mantidos em fazendas e não recebiam salários (Foto: Reprodução EPTV)Trabalhadores eram mantidos em fazendas e não recebiam salários (Foto: Reprodução EPTV)
"A realidade é essa... manipulação de mente, entendeu? Daí, o 'cara' desfaz totalmente da vida dele, larga a família. Quando eu abri o olho já 'tava' tarde. E, tem muita gente que já abriu o olho 'tando' lá. Mas, o que acontece... o 'cara' já desfez de tudo que tem. Eu não tinha nada, ficou mais fácil. Eu vim pra casa da minha mãe só com a roupa do corpo. E os outros que vendeu casa, vendeu carro e não tem mais nada. O 'cara' vai fazer o quê? Eles mostram uma coisa, mas lá é outra. Só quem sabe é quem 'tá' lá dentro. Então, o negócio deles, que eu vejo, é ganância por domínio e poder", finaliza.
A polícia acredita que a seita tenha cerca de 6 mil fiéis que vivem nas comunidades. Ainda segundo os delegados, a igreja em São Paulo continua em funcionamento e não é investigada pela polícia. A seita religiosa funcionaria de forma desvinculada à igreja.
Operação "De volta pra Canaã"
Na operação "De volta para Canaã", foram cumpridos 129 mandados judiciais, entre eles seis de prisão temporária, seis de busca e apreensão e 47 de condução coercitiva, além de 70 mandados de sequestro de bens, envolvendo imóveis, veículos e dinheiro.
Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)Polícia Federal apreendeu documentos e
computadores (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)
Na Bíblia, Canaã se refere à terra prometida por Deus ao seu povo, o que motivou o longo êxodo dos hebreus para a terra de Israel. Em 2013, a PF já havia deflagrado a "Operação Canaã" em cidades de Minas Gerais, e nesta etapa, a operação foi nomeada "De volta para Canaã".
Seis pressoas foram presas em Minas Gerais eBahia. Segundo a PF, essas pessoas formariam a cúpula da seita religiosa. As investigações apontaram que os dirigentes da seita religiosa estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas do Sul de Minas, onde desenvolviam suas atividades e rituais religiosos.
A polícia pediu o bloqueio de bens que pertencem aos líderes da seita, entre eles 39 imóveis rurais em Minas Gerais e Bahia, além das contas físicas e jurídicas dos envolvidos. Também foram apreendidos documentos e computadores. A polícia pediu ainda o bloqueio pelo Detran de mais de 100 veículos que pertenciam à seita, incluindo carros de luxo.
No Sul de Minas, os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte (MG) foram cumpridos nas cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas e Lavras. Além de Minas Gerais, também há mandados sendo cumpridos em São Paulo e nas cidades baianas de CarrancasRemanso, Marporá, Barra, Ibotiram e Cotegipe.
Líderes presos
O pastor Cícero Vicente de Araújo, preso em Pouso Alegre (MG), é considerado pela Polícia Federal um dos principais líderes da seita. O pastor negou envolvimento nos crimes investigados na operação. "Nenhum, até hoje", afirmou Araújo após ser questionado sobre estar envolvido no caso.
Entre os presos como líderes da seita está também o vereador Miguel Donizete Gonçalves (PTC), de São Vicente de Minas (MG), o vereador de Minduri (MG) Peterson Andrade Ferracciu (PTC), e Adalberto de Freitas, também preso em Pouso Alegre. O advogado do Miguel Donizete se limitou a dizer que não sabia de nada ainda sobre as investigações e não se manifestou sobre o caso. A Polícia Federal não informou os nomes dos outros líderes detidos.
Imóveis e veículos de líderes das seitas foram bloqueados na Justiça (Foto: Reprodução EPTV)Imóveis e veículos de líderes das seitas foram bloqueados na Justiça (Foto: Reprodução EPTV)
Os suspeitos estão presos temporariamente por cinco dias, podendo ter a prisão prorrogada por mais cinco dias. Eles foram levados para presídios em Três Corações (MG), São Paulo e Bahia.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.
Operação Canaã em 2013
A seita começou a ser investigada em 2011, e os trabalhos resultaram na deflagração da "Operação Canaã" em 2013, quando a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho fizeram inspeções em propriedades rurais. As precárias condições de alojamento e trabalho foram denunciadas aos órgãos.
Grupo religioso submeteria membros a trabalho escravo no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)Grupo religioso submeteria membros a trabalho
escravo no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)
Na época, cerca de 800 integrantes da organização moravam em cinco fazendas emSão Vicente de Minas e Minduri. Conforme as investigações da época, foi identificado um sofisticado esquema de exploração do trabalho humano e lavagem de dinheiro levado a cabo por dirigentes e líderes religiosos.
Durante a operação, dois membros da seita "Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca" foram presos por apropriação indébita de cartões do programa "Bolsa Família" e de aposentadoria. Com eles, foram encontrados cartões do programa e da Previdência Social que, segundo o delegado que comandou a operação, João Carlos Girotto, pertenciam a integrantes da seita.
Para a polícia, apesar de se organizarem em associações comunitárias sem fins lucrativos, a seita funcionava como uma empresa comercial. Apesar da suspeita de que seguidores trabalhavam ilegalmente em fazendas e comércios da igreja, na época não foi comprovado o trabalho escravo.
Segundo a Polícia Federal, a seita teve origem em Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP), mas em 2012, mudou-se para Minas Gerais. O grupo religioso atua nas cidades mineiras de Minduri, Andrelândia, Madre de Deus e São Vicente de Minas.